Luz e sombra transformam formas planas em volumes. Antes de enfrentar objetos complexos, vale estudar esfera, cubo e cilindro, porque quase tudo o que desenhamos pode ser simplificado a partir deles.
Monte uma iluminação simples
Coloque uma esfera, uma caixa e um copo cilíndrico sobre papel claro. Use uma luminária lateral e apague outras luzes fortes. Observe de onde a luz vem e desenhe uma pequena seta fora da composição para não esquecer a direção.
Evite mover os objetos durante o estudo. Mudanças pequenas alteram as sombras projetadas.
Separe cinco grupos de valor
Em vez de copiar todas as nuances, procure cinco grupos: brilho, luz, meio-tom, sombra própria e sombra projetada. Faça uma escala de grafite ao lado do desenho. Ela ajudará a comparar intensidades.
Comece com HB e passe ao 2B ou 4B apenas nas regiões mais escuras. Pressionar demais no início reduz a possibilidade de ajuste.

Entenda cada forma
Na esfera, a passagem da luz para a sombra é gradual. No cubo, cada face possui um valor relativamente uniforme. No cilindro, a mudança acontece em faixa e acompanha a curvatura.
Observe também a luz refletida perto da borda sombreada. Ela é mais clara que a sombra própria, mas não deve competir com a área iluminada.
A sombra não é um preenchimento escuro: ela descreve a direção da luz e a estrutura do objeto.
Desenhe a sombra projetada
A sombra começa mais nítida junto ao objeto e tende a suavizar à medida que se afasta. Seu formato depende da superfície, da altura da luz e do volume que a interrompe. Marque primeiro o contorno geral e depois module as bordas.
Uma sombra projetada bem observada fixa o objeto no espaço e evita a sensação de que ele está flutuando.
Finalize por comparação
Afaste o desenho e semicerrre os olhos. Compare o ponto mais claro, o mais escuro e o valor do fundo. Reforce somente o que ajuda a separar os volumes.
Use a borracha limpa para recuperar pequenos brilhos, sem transformar toda área clara em branco puro.