Tecidos parecem difíceis porque possuem muitas linhas, mas quase todas as dobras nascem de poucos pontos de apoio e tensão. Quando você encontra essas direções principais, o restante pode ser simplificado.
Monte uma referência clara
Pendure um tecido em um ou dois pontos e ilumine-o lateralmente. Um pano sem estampas permite enxergar melhor as dobras. Comece com algodão ou linho; materiais brilhantes exigem contrastes mais abruptos.
Evite referências com muitas fontes de luz no primeiro estudo.
Encontre pontos de tensão
Marque onde o tecido está preso, apoiado ou comprimido. Trace linhas leves saindo desses pontos. Elas funcionam como setas que explicam a direção das dobras.
Desenhe primeiro o contorno geral e as maiores divisões. Ignore vincos pequenos.

Agrupe luz e sombra
Semicerrre os olhos e transforme a referência em três massas: claro, médio e escuro. Preencha as sombras grandes com a lateral do grafite. Preserve o papel nas áreas iluminadas.
Uma dobra arredondada pede transição gradual; uma dobra pressionada pode ter borda mais nítida.
Desenhar tecido não é copiar rugas: é descobrir onde a matéria está presa, comprimida ou caindo.
Varie bordas e contraste
Nem toda linha deve ser desenhada. Em algumas áreas, a mudança de valor descreve a dobra sem contorno. Reforce o contraste perto do ponto de interesse e suavize nas regiões secundárias.
Use borracha moldável para retirar luzes longas acompanhando a direção do tecido.
Sugira a textura no final
O padrão da trama deve seguir o volume. Acrescente poucas linhas ou marcas quebradas apenas depois que as dobras já estiverem convincentes. Textura não substitui estrutura.
Compare a distância entre as dobras e corrija repetições muito regulares.